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Casamentos Gays acontecerem na Igreja Cristã há aproximadamente 2.000 anos

Sergio Viula (noreply@blogger.com)

Terça-feira, Julho 30, 2013, 12:13 pm

MUNDO GAY

Casamentos Gays acontecerem na Igreja Cristã há aproximadamente 2.000 anos

 
 
 
 
O livro do historiador John Boswell sobre as raízes do casamento gay,Same-Sex Unions in Premodern Europe, é publicado pela primeira vez em formato digital no mês que vem. O ‘timing’ parece perfeito na esteira do sepultamento do DOMA e da Proposição 8 (nos EUA), apesar de Bowell ter morrido de complicações decorrentes da AIDS, ele previu esse dia momentoso.
 
O autor Annalee Newitz descreve  Boswell, um erudito de Yale e religioso católico, assim como seu trabalho no site i09. Newitz recorda como Boswell dedicou a maior parte de sua vida acadêmica à pesquisa sobre o final do Império Romano e sobre a iniciante Igreja Cristã, destacando algumas descobertas notáveis:
Houve dezenas de registros de cerimônias da igreja, nas quais dois homens foram unidos, que usavam os mesmos rituais que os casamentos heterossexuais. (Ele quase não encontrou registros de uniões lésbicas, o que é provavelmente um produto da cultura que mantinha registros sobre as vidas dos homens, geralmente.)
As pobres lésbicas — sempre caindo no figurado, por falta do literal. De qualquer modo, Boswell argumentou que a Igreja tentou varrer essas uniões entre pessoas do mesmo sexo para baixo do tapete sagrado  — o que soa famiiar — no século 13, dizendo “ser com o propósito de procriação,” como os conservadores gostam de sonoramente nos lembrar vez após vez.. Mas se a Igreja  —  para não mencionar o Oxford Dictionary — pôde redefinir o casamento, o que estaria errado em fazê-lo de novo?
 
As uniões, Newitz destaca, não necessariamente se encaixam na definição de casamento que temos hoje. Tabus contra a hommossexualidade, que é relativamente novo como construto social (o amor que não ousava dizer o nome até o século 19), bem como o propósito original do matrimônio  — divisão de riqueza/terra — tem mudado ao longo do tempo. Mas muitas dessas uniões na pesquisa de Boswell envolviam o amor entre duas pessoas do mesmo sexo, que eram por sua vez consagrados pela Igreja Cristã.
 
Então, da próxima vez que alguém resmungar sobre a redefinição do casamento, educadamente faça essa pessoa lembrar que a cada cem anos ou coisa parecida, instituiões ancestrais gostam de ser sacudidas um pouquinho.

A história toda em inglês aqui:
 http://www.queerty.com/same-sex-unions-2000-years-ago-church-20130730/#ixzz2aXP7JIkI

SAME-SEX MARRIAGE

<nyt_headline version=”1.0″ type=” “>Supreme Court Could Make History on Same-Sex Marriage, or Not

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Published: June 26, 2013
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WASHINGTON — It is usually impossible to say when the Supreme Court will announce any particular decision. There is one exception: On the last day of the term, when the court takes action on every remaining case, the process of elimination supplies the answer.

 
Multimedia

The last day of the term is Wednesday. The court has yet to issue decisions in two momentous cases on same-sex marriage.

Those facts in combination mean that shortly after 10 a.m. the justices will announce their rulings on challenges to two laws that define marriage to include only unions of a man and a woman.

One case, from New York, concerns the federal Defense of Marriage Act of 1996, which denies federal benefits to gay and lesbian couples married in states that allow such unions.

The other, from California, challenges Proposition 8, the state’s ban on same-sex marriage.

The rulings will come against the backdrop of a rapid shift in public attitudes about same-sex marriage, with recent polls indicating that a majority of Americans support allowing such unions. When the justices heard arguments in the two cases in March, nine states and the District of Columbia had laws allowing same-sex marriage. Since then, three more states have enacted such laws.

The New York case, United States v. Windsor, No. 12-307, challenges the part of the 1996 law that defines marriage as between only a man and a woman for the purposes of more than 1,000 federal laws and programs. (Another part of the law, not before the court, says that states need not recognize same-sex marriages from other states.)

The case concerns two New York City women, Edith Windsor and Thea Clara Spyer, who married in 2007 in Canada. Ms. Spyer died in 2009, and Ms. Windsor inherited her property. The 1996 law did not allow the Internal Revenue Service to treat Ms. Windsor as a surviving spouse, and she faced a tax bill of about $360,000 that would not have applied to a spouse in an opposite-sex marriage.

Ms. Windsor sued, and last year the United States Court of Appeals for the Second Circuit, in New York, struck down the 1996 law.

Should the justices strike down the law, married same-sex couples would start to receive federal benefits. Should they uphold the law, the current state of affairs for married same-sex couples – Justice Ruth Bader Ginsburg called it “skim milk marriage” when the case was argued in March – would continue.

No ruling in the case on the 1996 law would require states without same-sex marriage to adopt it.

The case is procedurally tangled. The Obama administration argued that the law is unconstitutional, though it continues to enforce it. House Republicans intervened to defend the law, though it is not clear that they were entitled to represent the interests of the United States.

That leaves the possibility that no party before the Supreme Court had standing to challenge the appeals court’s decision.

The California case, Hollingsworth v. Perry, No. 12-144, was filed in 2009 by Theodore B. Olson and David Boies, two lawyers who were on opposite sides in the Supreme Court’s decision in Bush v. Gore, which settled the 2000 presidential election. The suit, brought on behalf of two same-sex couples, argued that California voters had violated the federal Constitution the previous year when they overrode a decision of the state’s Supreme Court allowing same-sex marriage.

Lower federal courts agreed with Mr. Olson and Mr. Boies, striking down Proposition 8.

The justices have several options in the California case. They could reverse the appeals court, leaving California’s ban on same-sex marriage in place. They could affirm the appeals court’s ruling on a theory that would allow same-sex marriage only in California. Or they could address the broader question of whether the Constitution requires states to allow such marriages.

It is also possible that the court will give no answer on the merits, deciding instead that it was powerless to hear the case because no party before it was entitled to appeal from the decisions of the lower courts. (The California officials who lost in the lower courts declined to appeal. Supporters of the ballot initiative did appeal, but it is not clear that they were entitled to step into the government’s shoes to do so.)

That last option – dismissal on standing grounds, or something similar — would lead to short-term confusion, but many legal experts say they expect it would result in same-sex marriage returning to California in a matter of weeks.

 

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FUX EXTINGUE PEDIDO DO PSC CONTRA CASAMENTO GAY

FUX EXTINGUE PEDIDO DO PSC CONTRA CASAMENTO GAY

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Ministro do STF, Luiz Fux negou mandado de segurança do PSC contra resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a celebrar a união estável ou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo; para o ministro, o CNJ tem competência para regulamentar questões internas da Justiça de acordo com valores constitucionais

 

28 DE MAIO DE 2013 ÀS 21:43

 

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux negou hoje (28) mandado de segurança do PSC contra resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a celebrar a união estável ou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Para o ministro, o CNJ tem competência para regulamentar questões internas da Justiça de acordo com valores constitucionais.

Fux argumenta que a própria Constituição confere ao CNJ a tarefa de analisar a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Judiciário usando como base os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Segundo o ministro, essa competência já foi reconhecida pelo Supremo ao confirmar resolução do conselho que proibia a prática de nepotismo no Judiciário.

“É de se ressaltar que tal postura se revela extremamente salutar e consentânea com a segurança e previsibilidade indispensáveis ao Estado democrático de direito, em geral, e à vida em sociedade, em particular, além de evitar, ou, pelo menos, amainar, comportamentos anti-isonômicos pelos órgãos estatais”, analisa.

Fux também entende que o PSC cometeu erro formal ao optar por um mandado de segurança para questionar a “lei em tese”. Ele acredita que a legenda deveria ter escolhido uma ação direta de inconstitucionalidade para tratar do tema.

O PSC alegava que o CNJ cometeu abuso de poder ao editar a norma, e que a resolução não pode ter validade sem passar pelo processo legislativo. Se a legenda recorrer, o caso deverá ser analisado pelo plenário do STF.

Edição: Carolina Pimentel

 

 

COMENTÁRIOS

5 comentários em “Fux extingue pedido do PSC contra casamento gay”

  1. Edson S. Santos 29.05.2013 às 08:16

    Graças a Deus, o STF tem protegido as minorias do Brasil contra o preconceito desses partidos neonazistas. Homofobia, Racismo e Misoginia se misturam no discurso desses partidos, causando um certo temor de que, com o aumento da influência desses partidos financiados pelo dinheiro (“muito dinheiro” conseguido com a exploração dos fiéis) de igrejas de várias denominações evangélicas, os Diretos de homossexuais, negros e mulheres, conquistados após muita luta, sejam perdidos. O Brasil já é o 1º colocado mundial na violência contra os homossexuais; o 7º em violência contra a mulher e todos os dias morrem negros e descendentes em comunidades pobres vítimas da violência urbana e da exclusão social. Leis para diminuir essas mazélas de nossa sociedade, eles não fazem!

  2. perseu para yacov 29.05.2013 às 02:09

    Porra, Yacov, você detona o cara até quando ele acerta! Errou? Porrada nele! Acertou? Parabéns, cacete!

  3. Reg 28.05.2013 às 22:44

    Falta combinar com o Congresso Nacional a lei, independentemente da impropriedade deste pedido. Parece que para essa corte que está aí o que vale é o que não é lei. Passaram de todos os limites do abuso.

  4. Yacov 28.05.2013 às 22:14

    Era só o que faltava esse playboyzinho babaca de merda apoiar também o lobby obscurantista … Já basta apoiar o lobby neoliburral atrassista, né !?! FORA FUCKS 4 EVER !! ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !!! NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA BRADLEY MANNING JÀ !! FORA YOANI !! ABAIXO A DITADURA DO STF gloBBBobalizado!! ABAIXO A GRANDE MÍDIA EMPRESARIAL & SEUS LACAIOS e ASSECLAS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

  5. Jode 28.05.2013 às 21:55

    Nenhuma novidade, a justiça já está legislando no Brasil, e pior, sem votos.

BENEFÍCIOS PARA PENSIONISTAS HOMOSSEXUAIS

16/05/2013 – 10:13

Jornal A Cidade – Cristiano Pavini

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Infográfico / A Cidade

Entenda como funciona o benefício para casais homossexuais

O Diário Oficial de Ribeirão Preto publicou na quinta-feira passada uma decisão histórica a nível municipal: o IPM (Instituto de Previdência dos Municipiários) concedeu pela primeira vez uma pensão por morte a um companheiro de uma relação homossexual com um servidor, sem necessidade de intervenção judicial.

“É um avanço, sem dúvidas”, afirma Luiz Carlos Teixeira, superintendente do IPM. Ele ressalta, entretanto, que o instituto está seguindo a regra nacional. “Comprovando a união estável, não é necessário entrar na Justiça, basta um pedido de tramitação normal no órgão”, afirma.

O pedido pela pensão foi feito pelo companheiro homossexual em 9 de abril e, um mês depois, autorizado pelo IPM. A morte do servidor – um cirurgião plástico contratado como clínico geral – ocorreu em 21 de março.

Procurado pelo A Cidade, o requerente da pensão não quis dar declarações.

Pessoa 
De acordo com Hilário Bocchi Junior, advogado especialista em previdência, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) garante a pensão por morte para companheiros homoafetivos desde 2000, direito que foi reforçado em 2010.

Mas em Ribeirão Preto nem sempre foi assim. Hilário advogou para uma cliente que entrou na Justiça para conseguir a pensão de sua companheira, uma servidora dentista morta em 2003. Só dois anos depois, entretanto, o benefício começou a ser pago. Esse foi a primeira pensão para relação homossexual concedida pelo IPM.

“Hoje esse direito está garantido se provar a união estável”, explica o advogado.