Nos jornais: Marina pede à Justiça nova regra para criação da Rede

See on Scoop.itBOCA NO TROMBONE!

Folha de S. Paulo Marina pede à Justiça nova regra para criação da Rede Sob ameaça de não conseguir criar a tempo o partido com o qual planeja disputar a Presidência da República em 2014, a ex-senadora Marina Silva pediu ontem o registro da Rede…

See on congressoemfoco.uol.com.br

Anúncios

Fraude nas assinaturas: Justiça pede investigação sobre Rede de Marina

bloglimpinhoecheiroso

Marina_Biquinho02

Via Brasil 247 em 21/8/2013

Justiça Eleitoral acionou o Ministério Público e a polícia para investigar indícios de fraude e irregularidades na coleta de assinaturas em São Paulo para a criação da Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva.

Segundo informações da Folha, em Ourinhos, no oeste paulista, ao menos dois eleitores que aparecem na lista de apoiadores da legenda declararam não ter assinado nenhuma ficha do partido. Indícios de fraude também foram informados por cartórios de Mogi das Cruzes, São Bernardo do Campo e em São José do Rio Preto, em São Paulo.

Segundo o promotor responsável, Marcos da Silva Brandini, terá de ser feito o exame grafotécnico para confirmar se as assinaturas são ou não dos eleitores. O partido rebateu a suspeita e afirmou em nota que os problemas podem ter sido provocados pela falta de parâmetros dos cartórios na certificação dos apoios.

Em segundo lugar nas…

Ver o post original 94 mais palavras

CANDIDATURA DE MARINA SILVA ESTÁ POR UM FIO

CANDIDATURA DE MARINA SILVA ESTÁ POR UM FIO

:

 

Rede Sustentabilidade não conseguiu as assinaturas necessárias para a criação do partido e o prazo se encerra na próxima quinta-feira; aliados estão jogando a toalha

 

10 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 09:26

 

247 – Só um milagre fará nascer o partido Rede Sustentabilidade, de Marina Silva. A poucos dias para o fim do prazo de entrega das 500 mil assinaturas necessárias, o partido não obteve nem a metade. Leia, abaixo, na coluna de Ilimar Franco:

O sonho e a realidade – ILIMAR FRANCO

A candidatura de Marina Silva está por um fio. Seus aliados jogaram a toalha. Não creem mais na criação da Rede. A data limite, fixada pelo partido, para garantir a burocracia, se encerrará na quinta-feira. Nem a metade das assinaturas foram certificadas. As portas do PV estão fechadas e seu principal aliado, Fernando Gabeira, se retirou da política. Sondado, o PPS está à espera de José Serra.

 

 

 

 A Justiceira de Esquerda

Polícia identifica aliado de Marina em manifestação no Itamaraty

Noreply@blogger.com (blog Justiceira De Esquerda)

Sábado, Agosto 03, 2013, 7:29 pm

BLOGS DE POLÍTICA

 
Um membro da Comissão Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade, partido que a ex-senadora Marina Silva tenta criar para disputar a presidência da República, em 2014, foi um dos líderes dos atos de vandalismo que chocaram o País no dia 20 de junho, quando o Itamaraty foi depredado; seu
nome é Pedro Piccolo Contesini; “O que me resta é dizer a verdade, como estou fazendo aqui, e reconhecer meus atos. Peço desculpas sinceras a todos os companheiros e companheiras da Rede. Reafirmo que continuarei sendo um “enredado” convicto, persistente e esperançoso”, disse o vândalo fisgado pela rede da polícia
247 – Um protesto que chocou o Brasil e o mundo, no dia 20 de junho, quando manifestantes depredaram e tentaram atear fogo no Palácio do Itamaraty, uma das obras-primas de Oscar Niemeyer, teve o dedo de um integrante da Comissão Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade, partido que a ex-senadora Marina Silva tenta criar para concorrer ao Palácio do Planalto em 2014.
 Seu nome é Pedro Piccolo Contesini. Identificado pela Polícia Civil do Distrito Federal, ele tentou se defender em seu Facebook. “Não cometi crime”, disse. Leia abaixo: Hoje, na nota do Correio Braziliense (Na rede da investigação) é dito que “mais três manifestantes foram identificados pela Polícia Civil do DF como responsáveis pela depredação do Palácio Itamaraty, em 20 de Junho”. A nota cita meu nome e afirma que apareço em imagens “com pedaços de madeira usados para quebrar as vidraças do prédio tombado”.
 O que tenho a dizer sobre isto. Não cometi crime 20 de junho deste ano, uma quinta-feira, dia da maior das manifestações acontecidas em Brasília, dentro do ciclo de protestos de rua naquele período, em todo o país. Três dias antes houvera outra, aquela na qual os manifestantes subiram nas cúpulas do Congresso. 
Participei das duas. Na do dia 20, com mais de 60 mil pessoas tomando a Esplanada, havia um contingente policial muito maior e mais agressivo, com a presença da tropa de choque. Ao contrário da anterior, a estratégia repressiva era de impedir a qualquer custo que as pessoas novamente subissem sobre o Congresso ou passassem para a praça dos Três Poderes, onde fica o Palácio do Planalto. Primeiro foi o uso do spray de pimenta, em seguida muitas bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para todos os lados. A tensão foi num crescendo e o único lugar que parecia mais desguarnecido de tropas era o Palácio do Itamaraty, para onde a PM praticamente empurrou uma parte dos manifestantes, ao continuar a jogar bombas sobre o gramado diante do Congresso. O ar estava tomado de gás, os olhos ardiam.
 Tirei a camiseta e coloquei no rosto para me proteger. E também corri para o lado do Itamaraty. Esse foi o contexto de um dia no qual cometi muitos erros, mas só pude ter plena consciência deles retrospectivamente.
 O primeiro foi usar na manifestação a camiseta da Rede Sustentabilidade, que eu vestia porque vinha de uma atividade de coleta de assinaturas para a formação do partido. Havia entre nós uma avaliação de que a Rede deveria, como instituição, manter-se afastada das ruas, para evitar qualquer acusação equivocada (ou manipulada) de que queríamos nos aproveitar dos protestos, uma vez que, de várias maneiras, eles se identificavam muito com nossa trajetória e preocupações. Ficara acertado que os membros da Rede que quisessem participar deveriam fazê-lo como cidadãos, em caráter individual. No dia 20, eu me orgulhava ingenuamente de estar com a camiseta, mas em nenhum momento me passou pela cabeça o que estava por vir e que poderia ser danoso à Rede, algo sob medida para ser explorado por pessoas de má-fé.
 Participo de movimentos sociais e manifestações locais desde que entrei na UnB, em 2006. Também participei das manifestações na Rio+20, na Cúpula dos Povos e outras em prol de direitos humanos e do meio ambiente. Mas nunca havia participado de protestos do porte e do alcance temático e político dos que ocorreram no mês de junho no Brasil e em Brasília. E nunca de nenhum que atraisse um aparato policial tão grande e violento como no dia 20. A manifestação do dia 17 ocorrera sem depredações ou violência, principalmente porque a PM não reagiu ao acesso de manifestantes ao teto do Congresso.
 Fiquei extasiado, pois há muito tempo não se via, no Brasil, um fenômeno deste tipo, em que a população saía às ruas em peso clamando por causas que iam de melhores serviços públicos até a refundação da política. No dia 20, o clima foi totalmente outro. Já começara com a declaração de confronto de autoridades policiais, segundo as quais todas as pessoas que descessem na Rodoviária seriam revistadas. A tensão aumentava na medida em que, a cada movimento da massa de manifestantes em direção ao Congresso ou aos acessos à praça dos Três Poderes, a polícia reagia violentamente. Até o momento em que nova investida da PM provocou uma certa reação de pânico e uma parte dos manifestantes foi em direção ao Itamaraty. Fui junto. 
Sem nenhuma intenção de depredar nada, mas tomado de raiva e sob intensa pressão. Quando cheguei ao corredor estreito que dá entrada para o prédio, já havia ali muitas pessoas concentradas e começava o quebra-quebra. Vários manifestantes jogavam diferentes objetos contra as vidraças. Vi uma barra de ferro no chão e a agarrei, inicialmente com a intenção de me defender, caso as coisas piorassem por ali.
 Depois, com as emoções à flor da pele, a pressionei algumas vezes contra diferentes pontos de uma estrutura também de ferro do próprio prédio e em seguida a joguei. Não quebrei nada! Fiquei ali por mais alguns minutos e retornei ao gramado da Esplanada, onde fui atingido na perna por uma bomba atirada pela polícia, que deixou um edema de uns 15 cms e uma cicatriz que ainda tenho. Quando cheguei em casa, mais calmo, tive a clara percepção de ter errado, mas fiquei aliviado por não ter, afinal, causado nenhum dano a um prédio público e, além disso, tombado como patrimônio nacional.
 Quando a polícia começou a procurar os participantes do quebra-quebra, fui identificado em fotos nas quais estava com a barra de ferro nas mãos, mas em nenhuma delas estou quebrando nada. No dia 24 de julho, por volta das 15 horas, enquanto trabalhava no processamento de documentos na sede da Rede em Brasília, fui chamado para fora da sala por uma mulher e um homem que se apresentaram como sendo da Polícia Civil. Disseram que eu deveria acompanhá-los para prestar um depoimento sobre as manifestações no Itamaraty. 
Pedi para ir no final da tarde, quando terminasse meu trabalho. Responderam que era melhor ir naquele momento para “evitar constrangimentos”. No caminho perguntei se não deveria chamar um advogado e me disseram que seria desnecessário. Fui conduzido à 5ª Delegacia da Polícia Civil, onde falei com o delegado encarregado de investigações extraordinárias. Eu estava bastante tenso, já que nunca estive numa situação semelhante. Depois descobri que eu deveria ter ido apenas com uma intimação formal e acompanhado de advogado. 
O delegado me inquiriu com uma câmera gravando. Perguntei mais uma vez se não precisaria de presença de um advogado e ele me reiterou que não. Disse que fazia parte de uma policia republicana e que a relação entre nós ali seria de confiança e que seria honesto comigo, esperando reciprocidade. Relatei fielmente, respondendo a suas perguntas, o que fui fazer na manifestação, a que horas cheguei, o percurso da manifestação e o meu. 
Mostrou-me fotos das ações no Itamaraty e admiti que estava lá e que escondia o rosto. Após a inquirição, o delegado informou que o processo seguiria para a Polícia Federal, onde seria produzido um inquérito a ser enviado ao Ministério Público, que decidiria pela abertura, ou não, de processo judicial. Depois disso, assinei um termo de depoimento após ser mais uma vez ouvido por outro delegado.
 Declarei ainda qual era meu estado emocional e que não ocasionei nenhuma depredação ao prédio do Itamaraty. Finalmente, que agi por vontade própria, não tendo sido levado ou orientado a nada, por nenhuma pessoa ou organização. Hoje vejo com clareza os excessos que cometi e o risco a que submeti a Rede, de ser caluniada ou passar a ser objeto de insinuações de ter algo a ver com os quebra-quebras durante as manifestações.
 Seria algo impensável, pois a linha política da Rede vai em outra direção, sem nenhuma afinidade com soluções violentas, venham de que lado vierem. Estou arrependido, errei politicamente, mas em nenhum momento cometi crime. O que me resta é dizer a verdade, como estou fazendo aqui, e reconhecer meus atos. Peço desculpas sinceras a todos os companheiros e companheiras da Rede. Reafirmo que continuarei sendo um “enredado” convicto, persistente e esperançoso.

A nossa ‘Pasionaria’

A nossa ‘Pasionaria’

Por Alberto Dines em 27/05/2013 na edição 747

Reproduzido do Diário de S.Paulo, 26/5/2013; intertítulo do OI

 

No seu artigo semanal na Folha de S. Paulo (ver “Mensalet”, 24/5/2013), Marina Silva, a ex-ministra, ex-senadora e pré-candidata à sucessão da presidente Dilma Rousseff, deixou de lado a inspirada pregação em defesa das causas ambientais e adotou veemência e indignação inusitadas. Sem medo de ser acusada de inimiga da liberdade de expressão, investiu pesadamente contra as centrais de difamação e desinformação que funcionam abertamente na blogosfera.

“Uma investigação poderia mostrar essa espécie de ‘mensalão da internet’, indústria subterrânea da calúnia”, escreveu furiosa. A perversa boataria dando conta da suspensão dos benefícios do programa Bolsa Família foi um dos episódios que a revoltaram, outro foi a manipulação de uma declaração dela própria ao condenar os equívocos cometidos pelo pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e, ao mesmo tempo, reclamar que não fossem estendidos à confissão religiosa da qual ele faz parte. Marina então descobriu falsos perfis espalhados nas redes sociais e organizações com brigadas digitais encarregadas de manipular e distorcer o noticiário ao seu respeito. De repente, o que seria uma condenação das idéias do pastor foi rapidamente convertida em endosso.

Frágil e poderosa

No momento em que a chamada mídia tradicional admite sua incapacidade para enfrentar o dilúvio informativo produzido pelo que Marina designa como “jornalismo autoral”, sua advertência transcende a esfera da sociologia da comunicação e encaixa-se na agenda política e eleitoral irreversivelmente antecipada. Mas ela não pode ignorar que uma parte apreciável dos 20 milhões de votos obtidos nas presidenciais de 2010 veio de internautas.

A revolta da candidata da futura Rede Sustentabilidade é justificada, mas dificilmente produzirá resultados. A internet é basicamente incontrolável e assim deverá manter-se. Seu antídoto natural – o jornalismo impresso de qualidade, ou o que dele sobrou – está vitalmente absorvido com a sua própria sobrevivência. As manipulações extremas poderão ser identificadas e punidas judicialmente. Mas os filtros da sociedade estão entupidos, incapazes de eliminar a incrível quantidade de intrigas e maledicências incessantemente colocadas em circulação.

Resta saber se a própria sociedade está disposta a trocar o seu ócio prazeroso pelo empenho em reduzir o lixo e os detritos que ela produz na febre de consumir maquinetas, aplicativos e abobrinhas.

Marina Silva é a nossa Pasionaria [Dolores Ibarruri (1895-1989)] – a voz da Espanha que repudiou o fascismo do general Francisco Franco – frágil e poderosa, intransigente emsuas devoções, mesmo quando confrontada por forças superiores. Não merece ser abandonada.