Secos e Molhados

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Secos e Molhados

James Kafka (noreply@blogger.com)

Monday, July 15, 2013, 10:23 am

MÚSICA POP E MPB

Lista de Reprodução com 11 vídeos dos Secos e Molhados 

Componentes
Ney Matogrosso
João Ricardo
Gérson Conrad

Grupo vocal e instrumental de rock-MPB formado em 1972 na cidade de São Paulo. Apesar da sua breve duração, é considerado um dos grupos mais importantes do rock no Brasil. João Ricardo, jornalista nascido em Portugal com influências do rock, e Gérson Conrad, admirador do jazz e da Bossa Nova, buscavam um cantor que se adequasse ao seu projeto musical. Por intermédio de Luli, da dupla Luli & Lucinha, foram apresentados a Ney Matogrosso, que ingressou no grupo.
 
Em 1973, o conjunto lançou seu primeiro disco, que vendeu 800 mil cópias. Com os rostos cobertos por pinturas e muita purpurina, seus integrantes, particularmente Ney, provocavam uma atmosfera andrógina, pouco usual no Brasil daquela época. No repertório do disco, destaque para o sucesso “O vira” (João Ricardo e Luli) e “Rosa de Hiroshima” (adaptação musical feita por Gérson Conrad para o poema homônimo de Vinicius de Moraes).
 
No ano seguinte, o grupo lotou o Maracanãzinho (RJ), e o Ginásio Presidente Médici (Brasília), com suas apresentações ao vivo. Também em 1974, lançou seu segundo e último disco com a formação original, com destaque para “Flores astrais” e “Tercer mundo”, vindo a dissolver-se ainda nesse ano.
 
Todos os ex-integrantes do grupo lançaram-se em carreira solo, sendo o mais bem-sucedido Ney Matogrosso.
 
No final dos anos 1970 e início dos 1980, João Ricardo tentou, com formações diferentes, retomar o conjunto, lançando dois LPs pela Philips, porém sem obter o mesmo sucesso.
 
Em 1981, a Continental lançou um disco ao vivo com a gravação feita no show do Maracanãzinho.
 
Discografia
 
(2003) Assim, assado – Tributo a Secos & Molhados • Deck Disc • CD
 
(1981) Ao vivo no Maracanãzinho • Continental • LP
 
(1980) Secos e Molhados • Philips • LP
 
(1978) Secos e Molhados • Philips • LP
 
(1974) Secos e Molhados • Continental • LP
 
(1973) Secos e Molhados • Continental • LP
 
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Veja mais!

Precursores do Rock no Brasil

O “pontapé inicial” do rock no Brasil foi Nora Ney (conhecida cantora de samba-canção) quando gravou o considerado primeiro rock, “Rock around the Clock”, de Bill Haley & His Comets (trilha do filme Sementes da Violência), em outubro de 1955, para a versão brasileira do filme.[1] Em uma semana a canção já estava no topo das paradas (mas Nora Ney nunca mais gravou nada no gênero, tirando a irônica “Cansei do Rock”, em 1961). Em dezembro, a mesma canção recebia versão em português, “Ronda das Horas” (por Heleninha Ferreira) e outra gravada por um acordeonista, não tão bem sucedidas quanto a “original”.
Em 1957, foi gravado o primeiro rock original em português, “Rock and Roll em Copacabana”, escrito por Miguel Gustavo (futuro autor de “Pra Frente Brasil”) e gravada por Cauby Peixoto. Entre 57 e 58, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, como “Até Logo, Jacaré” (“See You Later, alligator”),”Meu Fingimento” (“The Great Pretender” dos The Platters) e “Bata Baby” (Long Tall Sally de Little Richard).[2]
Embora em 57 o grupo Betinho & Seu Conjunto, de “Enrolando o Rock” tenha alcançado grande fama[2], os primeiros ídolos do rock nacional foram os irmãos Tony e Celly Campelo que, em 1958, lançaram o compacto Forgive Me/Handsome Boy, que vendeu 38 mil cópias. Tony gravaria mais dois singles até seu álbum em 1959, e Celly estourou em 1959 com “Estúpido Cupido” (120 mil cópias vendidas), chegando a ter boneca própria (com a qual aparece na capa de seu LP “Celly Campello, A Bonequinha Que Canta”).
Os Campello também apresentariam Crush em Hi-Fi na Rede Record, programa totalmente voltado para a juventude, que revelou diversas bandas.Outros programas também surgiram para aproveitar a “febre” como Ritmos para a Juventude (Rádio Nacional-SP)[1], Clube do Rock (Rádio Tupi -RJ) e Alô Brotos! (TV Tupi). Em 1960, surgira até a Revista do Rock.
[editar]Década de 1960

Ver artigo principal: Iê-iê-iê
O começo da década foi marcado pelo surgimento de grupos instrumentais como The Jet Black’s, The Jordans e The Clevers (futuros Os Incríveis), e do cantor Ronnie Cord, que lançaria dois “hinos”: a versão “Biquíni de Bolinha Amarelinha” e a rebelde “Rua Augusta”.
Até que surge um capixaba que se tornaria o maior ídolo do Rock Nacional dos anos 60 e, posteriormente, o maior nome da música brasileira: Roberto Carlos, que emplacou dois hits em 1963: “Splish Splash” e “Parei na Contramão”. No ano seguinte, obteve mais sucessos como “É Proibido Fumar” (mais tarde regravada pelo Skank) e “O Calhambeque”. Aproveitando o sucesso, a Rede Record lançou o programa Jovem Guarda, apresentado por Roberto (“Rei”), seu amigo Erasmo Carlos (“Tremendão”) e Wanderléa (“Ternurinha”). Só nas primeiras semanas, atingira 90% da audiência.
Seguindo o sucesso das Jovem Guarda, surgem entre outros, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, Jerry Adriani, Eduardo Araújo e Ronnie Von, que tinham seu som inspirado nos Beatles (o gênero apelidado “iê-iê-iê”) e no rock primitivo. A Jovem Guarda também levou a todo tipo de produto e filmes como Roberto Carlos em Ritmo de Adventura (seguindo a trilha de A Hard Day’s Night e Help! dos Beatles).
Apesar disso, os artistas da MPB “declararam guerra” ao iê-iê-iê da Jovem Guarda, chegando a um protesto de Elis Regina, Jair Rodrigues, entre outros, conhecido “Passeata contra as guitarras elétricas”. O programa terminaria em 1968, com a saída de Roberto Carlos.
Então, surgiria a Tropicália. Em 1966, surgiram Os Mutantes: Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, com seu deboche e som inovador. Em 1967, a dupla Caetano Veloso e Gilberto Gil faria as canções “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque”, apresentadas no III Festival da Rede Record. No ano seguinte, o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band fascinou a dupla, levando a apresentações vaiadas em festivais de Record e Excelsior, e ao álbum coletivo Tropicália ou Panis et Circensis, com Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Torquato Neto, Capinan, Rogério Duprat e Nara Leão, considerado um dos melhores álbuns brasileiros da história.
Os Mutantes também criariam carreira grandiosa, com álbuns elogiados a partir de 1968 e chegando a influenciar até Kurt Cobain, do Nirvana. O grupo começaria a se desmanchar com a saída de Rita Lee, em 1973.

Fonte: Wikipedia