Contra falta de espaço, Cingapura promove hortas verticais

Contra falta de espaço, Cingapura promove hortas verticais

Atualizado em  13 de agosto, 2013 – 12:40 (Brasília) 15:40 GMT

Para driblar a falta de terras para cultivo de alimentos, o governo de Cingapura está estimulando agricultores a implantar projetos de hortas verticais.

Cingapura importa mais de 90% dos alimentos que consome (BBC)

Cingapura importa mais de 90% dos alimentos que consome

A iniciativa já conta com uma horta de nove metros de altura e várias prateleiras que se movem para que todas as plantas tenham acesso a água e ao sol.

A horta vertical fica em uma área de 35 mil metros quadrados. Cada torre para hortas custa US$ 15 mil e, até agora, apenas 500 das 2 mil previstas foram criadas.

Cada torre poderá fornecer até 150 quilos de alimentos por mês.

Cingapura importa mais de 90% dos alimentos que consome.

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União Internacional das Telecomunicações alerta sobre a necessidade de a comunidade reagir à guerra cibernética

 Agência Brasil

União Internacional das Telecomunicações alerta sobre a necessidade de a comunidade reagir à guerra cibernética

Jose.romildo

Tuesday, July 16, 2013, 8:04 am

BRASIL

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações (UIT), Hamadoun Toure, ressaltou que a comunidade tem que buscar mecanismos de combate aos ataques virtuais na internet. Toure chamou esse combate de “guerra cibernética”. A afirmação dele ocorre no momento em que o Brasil e o mundo discutem mecanismos de proteção a dados na internet após a divulgação as denúncias de espionagem por agências norte-americanas.

“Há uma ‘ciberguerra’ em curso”, disse Hamadoun Toure. “Tal como na guerra convencional, não há vencedores, só destruição”, destacou ele, durante conferência em Genebra, na Suíça.

Segundo Toure, as consequências de uma “guerra cibernética” podem causar “enormes perdas financeiras ou mesmo o caos social”. De acordo com ele, os governos e as empresas mundiais têm que pensar em conjunto como enfrentar a ameaça. “Ninguém pode conseguir fazê-lo por si. Temos que mudar a mentalidade”, disse.

Para Toure, na liderança do que considera uma guerra cibernética “não existem superpotências”, uma vez que vírus e outros ataques podem ser desencadeados a baixos custos. “Temos que tratar o ciberespaço tal como tratamos o mundo real”, ressaltou.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse na semana passada que o governo do Brasil pretende encaminhar a preocupação com o monitoramento de contatos eletrônicos e telefônicos às instâncias internacionais.

O chanceler quer recorrer à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na tentativa de definição de normas claras de comportamento para os países quanto à privacidade das comunicações dos cidadãos e a preservação da soberania dos demais Estados e também à União Internacional de Telecomunicações (UIT). Na UIT, Patriota pretende apelar para o aperfeiçoamento de regras multilaterais sobre segurança das telecomunicações.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa

Edição: José Romildo
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Quem sobrevive ao futuro

Quem sobrevive ao futuro

Por Luciano Martins Costa em 29/05/2013 na edição 748

Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 29/5/2013

 

Uma nota publicada pela Folha de S.Paulo na edição de quarta-feira (29/5) informa que a venda de computadores pessoais deve diminuir 7,8% neste ano em todo o mundo, uma queda maior do que a esperada pela empresa de pesquisas IDC, que acompanha o desenvolvimento da tecnologia digital. Notexto original, distribuído na véspera, a empresa registra que os computadores de mesa e mesmo os portáteis tipo laptop estão sendo substituídos muito rapidamente pelos tablets, cujas vendas devem crescer 58,7% em relação ao ano passado, chegando a 229,3 milhões de novas unidades até o final de 2013.

Os dados apontam a consolidação de um novo paradigma no setor de informações e comunicação, com a predominância de equipamentos com múltiplas funções e completo acesso à internet em qualquer lugar e em pleno movimento. A novidade é a aceleração desse processo, que indica a preferência por aparelhos com telas de até 8 polegadas, cerca de 20 centímetros, que devem dominar o mercado até 2017. Um dos principais estímulos a essa tendência é a adoção de tablets na educação, que impulsiona a multiplicação dos aparelhos em larga escala e pressiona os preços para baixo.

É aqui que a questão tecnológica se cruza com a observação da imprensa. O ponto central é: como a imprensa tradicional vê as mudanças tecnológicas e as rupturas provocadas por elas no ambiente social. Para resumir a ópera, o que se pode afirmar é que as empresas tradicionais de mídia sempre trataram essas tecnologias como risco, não como oportunidade.

No Brasil, com exceção do Grupo Folha, que edita a Folha de S.Paulo, todas as demais organizações relutam a admitir que, em algum momento, aquilo que chamamos de jornal possa vir a desaparecer. Embora os números não sejam públicos, sabe-se que o complexo de serviços digitais chamado UOL jáse consolidou como a cabeça do grupo empresarial, e a Folha de S. Paulo sobrevive como uma marca de transição.

Para os brasileiros que se alfabetizaram nos anos 1990, chamados de nativos digitais, a Folha é uma referência do passado, assim como outras denominações da mídia física, como os jornais o Estado de S.Paulo, o Globo, e revistas como Veja e Época. Mesmo o presidente do conselho de administração do Grupo Abril, Roberto Civita, recentemente falecido, se dizia conformado com a ideia do fim da versão impressa deVeja.

A ilusão do controle

No entanto, aceitação não significa adequação, e a atitude predominante entre os controladores da mídia tradicional tem sido apenas de observar e aceitar ou não o desenvolvimento da tecnologia que, essencialmente, coloca em xeque o conceito clássico de mídia e mediação.

O artigo publicado na quarta-feira por Rodrigo Mesquita, na seção de opinião do Estado de S.Paulo, tem exatamente esse sentido: o de afirmar que redes sociais sempre existiram e que o mundo sempre irá precisar de quem organize as informações para o cidadão. A ideia central de seu artigo é que o antigo papel do mediador muda de nome: agora o jornalista será o “curador” que irá monitorar os fatos do mundo contemporâneo, “mais fragmentado, complexo e rico”, dando-lhes contexto e perspectiva. Ao afirmar que “nada mudou” nessa relação, o autor apenas repete o mantra mágico que tem reduzido as chances de sobrevivência do jornal.

No mundo real, as redes sociais que têm como suporte a tecnologia digital são muito diferentes do sistema de comunidades em que a indústria da imprensa construiu seu papel histórico. Os princípios organizadores da cultura nesse novo contexto se caracterizam, entre outros elementos, por uma relação de reciprocidade entre as partes e o todo, o que torna problemática a presença de uma autoridade mediadora. Mesmo o conceito de cultura, antes uma “cultura de elite”, se dilui e se configura como movimento e dinâmica de trocas sociais.

O autor do artigo publicado no Estado tem suas razões, sonha com a hipótese de que o jornal seja como “a Ágora da pólis” no mundo contemporâneo, e está defendendo seu patrimônio. Por outro lado, a observação crítica da imprensa não significa uma torcida pelo desaparecimento da mídia, mas um exercício de reflexão independente que ajude a entender essa transição para uma realidade ainda mal compreendida.

A questão central é: como os pensadores da mídia tradicional encaram o futuro. A diferença básica entre os formuladores da visão de um mundo futuro, como o visionário empreendedor Steve Jobs, criador da Apple, e os gestores da mídia tradicional, é que estes tentam adivinhar o futuro e aqueles, como Jobs, tratam de construí-lo.

Há uma diferença crucial entre a perspectiva das mudanças e uma atitude prospectiva, que interfere nas mudanças. Abandonar a ilusão do controle sobre a crescente autonomia dos indivíduos seria um bom começo. Ainda que tardio.

Internet se tornará cada vez mais colaborativa no futuro, afirma Tim Berners-Lee

Internet se tornará cada vez mais colaborativa no futuro, afirma Tim Berners-Lee

Ana Elisa Santana – Portal EBC17.05.2013 – 08h26 | Atualizado em 17.05.2013 – 08h31


Tim Berners-Lee, um dos criadores da internet (Davi de Castro/Portal EBC)

A internet precisa ser independente e seu acesso é fundamental para o desenvolvimento mundial, segundo defende o criador da web, Tim Berners-Lee. Durante a 22ª edição da conferência WWW, realizada no Rio de Janeiro nesta semana, ele afirmou que o acesso à internet vem crescendo em muitos países, mas boa parte das pessoas não tem condições de ter um smartphone e arcar com um pacote de dados para acesso à internet.

“Certamente a maior parte do crescimento do acesso à internet na África virá do mobile”, afirmou o físico britânico. O site Web Indexanalisa o desenvolvimento da web em 61 países e mostra um pouco deste panorama. A iniciativa funciona como um índice em que são analisados o crescimento, utilidade e impacto da internet sobre as pessoas e países, com indicadores que englobam tanto aspectos políticos, econômicos e sociais, quanto questões como conectividade e infraestrutura.

O Web Index foi desenvolvido pela Fundação WWW (World Wide Web Foundation), que tem por objetivo reduzir o custo do acesso a dados em todo o mundo. “Assim vamos ter o maior número possível de pessoas com acesso à internet”, acredita Berners-Lee. Na conferência WWW2013, ele afirmou que o Brasil está um passo à frente do restante dos países com a elaboração doMarco Civil da Internet, que espera votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Para o criador da web, a tendência do futuro é que a internet seja construída de forma cada vez mais colaborativa. “A tecnologia vai se tornar cada vez mais fácil, o que vai aumentar a participação por meio de aplicativos. Fiquem de olho no trabalho de grupos (que estão se apresentando na www2013), porque há muita novidade vindo”, afirmou.

Berners-Lee citou como exemplo o trabalho desenvolvido pelo neurocientista Miguel Nicolelis, que busca decodificar sinais elétricos emitidos pelos neurônios para, assim, retransmitir mensagens para artefatos mecânicos, virtuais ou computacionais, conseguindo controlá-los. O britânico afirmou que o Google Glass – lançado pela Google neste ano e ainda em versão beta – é o início desta evolução que Nicolelis vem desenvolvendo. “Daqui a um tempo, estaremos controlando a web pelo que pensamos”, prevê.

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Estudo pode fazer seres humanos voltarem a executar movimentos a partir de comandos do cérebro

  • Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0
 
 

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30 de Abril de 2013

 
web publica
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Há vinte anos, a World Wide Web se tornava pública

Por – 30 abr, 2013 – 08:48
 
 

Em 30 de abril de 1993, aconteceu algo que mudou o mundo digital para sempre: o CERN publicou uma declaração que disponibilizou a tecnologia por trás da World Wide Web para qualquer pessoa, sem pagamento de royalties.

Essa decisão – impulsionada por Sir Tim Berners-Lee – transformou a internet, tornando-a um lugar onde todos nós podemos compartilhar de tudo livremente: de atualizações em mídias sociais, a streaming de músicas, a vídeos de gatos no YouTube. Isto basicamente moldou a forma como nos comunicamos hoje.

No Brasil, muitos só tiveram acesso à web pública mais tarde. Em 1995, a internet se tornou de acesso público (antes era restrita a universidades e órgãos do governo); mas só no ano seguinte houve uma grande expansão no número de usuários, após a criação de diversos provedores e grandes portais da web, como BOL, UOL e ZAZ.

Para celebrar a ocasião especial de 20 anos atrás, o CERN – o mesmo grupo de pesquisa por trás das experiências no Grande Colisor de Hádrons – republicou seu primeiro site na URL original, info.cern.ch. Não há muito a se ver nele, mas faz lembrar o quanto a web mudou nos últimos vinte anos.

Na verdade, a republicação do site faz parte de um projeto mais amplo, para escavar e preservar diversas preciosidades digitais que se mantêm desde o início da web. Conheça mais sobre o projeto no link a seguir: [CERN]

webThe Free Dictionary: A woven fabric, especially one on a loom or just removed from it.

Esta camisa pode ser usada por 100 dias sem ser lavada, o que parece anti-higiênico e sensacional

 

Os fundadores da Wool&Prince dizem que você pode usar esta camisa social de lã por dias a fio sem que ela fique amassada, fedida ou suja. Sim, isso soa meio absurdo, mas talvez seja verdade?

Voluntários recrutados pela Wool&Prince dizem, previsivelmente, que não importa o que eles façam, as camisas sempre parecem que acabaram de sair do guarda-roupa.

O vídeo abaixo mostra Mac Bishop, fundador da Wool&Prince, vestindo a camisa por 100 dias e conversando com o que parecem ser pessoas aleatórias na rua, e todos gostam da camisa social. Nesta galeria do Flickr, ele aparece vestindo a mesma camisa por cem dias.

O material da camisa é tecido com fios finos de lã; a empresa justifica a escolha analisando a “ciência da lã”, dizendo que ela é mais durável que o algodão, mais resistente a odores e menos propensa a amassar. E, ao absorver umidade, ela não deve esquentar em dias quentes.

A Wool&Prince abriu sua campanha no Kickstarter há sete dias e já ultrapassou a meta inicial de US$30.000. As camisas custam US$98 cada, o que pode valer a pena se você quiser economizar o trabalho de lavá-las constantemente. Mas tem que haver algo de anti-higiênico em vestir uma camisa dezenas de vezes sem lavar… certo? [Kickstarter via Cool Material]

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