O povo não é bobo: muito além da Rede Globo

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 Por Paulo Victor Melo, Carta Capital     Se enganou quem acreditava que os gritos de “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” ecoados em inúmeras manifestações por todo o país nos meses de junho e julho significavam um descontentamento da…

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O mensalão e as lições da história

O mensalão e as lições da história

17 de Aug de 2013 | 15:38

 

Permitam-me retomar uma querida metáfora histórica que cultivo há algum tempo, quando penso no combate político que blogueiros e ativistas digitais dão contra a grande mídia corporativa. Em seu clássico História, o grego Heródoto descreve uma das maiores guerras da Antiguidade, que moldou a civilização ocidental. A vitória dos gregos sobre os persas representa, ao menos simbolicamente, o primeiro grande triunfo dos valores democráticos modernos sobre o totalitarismo asiático.

Decerto uma das batalhas mais determinantes para o futuro da Grécia e da humanidade, é a famosa Batalha das Termópilas. É a primeira batalha decisiva do segundo ciclo de ataques que os persas faziam à Grécia. No primeiro, dez anos antes, haviam sido derrotados pelos atenienses e aliados. No segundo ciclo, os espartanos desempenharão o papel principal.

A batalha das Termópilas ficou famosa pelo incrível desequilíbrio de forças. Alguns milhares contra milhões. Os gregos não haviam conseguido se organizar novamente numa frente única. Os próprios espartanos viviam divisões políticas domésticas que os impediam de aprovar o envio de um exército para receber Xerxes, cujas tropas são estimadas por Heródoto em mais de cinco milhões de soldados.

Então Leônidas, rei da Pérsia, pede autorização aos que detinham autoridade para que aprovassem ao menos que um grupo de 300 soldados de elite, incluindo ele mesmo, se dirigisse às Termópilas para frear a invasão.

Aos 300 de Esparta se juntam batalhões de outras cidades, mas são os espartanos que ganharão a imortalidade ao assumirem a linha de frente, atrasando por várias semanas a invasão persa, dando tempo e inspirando valentia em todos os povos helênicos para derrotarem Xerxes definitivamente.

Xerxes era tão rico como a família Marinho. E seus generais, assim como os colunistas de jornal, vestiam armaduras de ouro. Os gregos vestiam-se com simplicidade e leveza, e suas vantagens na guerra eram bravura, destreza, agilidade e inteligência militar. Enquanto o exército persa era formado por escravos e lacaios, os soldados gregos eram cidadãos orgulhosos de sua pátria.

No julgamento do mensalão, penso mais uma vez nessa batalha. De um lado, a grande mídia, com os Marinho ocupando o poder central, numa posição privilegiada para controlar a opinião pública brasileira e patrocinar uma grande farsa, pela qual vende aos brasileiros que, pela primeira vez, poderosos serão condenados. Faz isso ao mesmo tempo em que acoberta crimes muito maiores de seus amigos políticos e de si mesmo. O maior caso de corrupção da história do Brasil, por exemplo é a criação da própria Globo, cujos proprietários entram na ditadura com um jornal de médio porte, deficitário, e saem dela figurando entre as famílias mais ricas do mundo.

O mensalão é um processo político controlado pela Globo. Outros veículos de mídia têm de seguir a ordem central, mais ou menos dissimuladamente.

A rede democrática de resistência contra as sinistras manipulações da Globo e seus satélites é formada por guerreiros espartanos. A internet é o nosso Desfiladeiro de Termópilas.

O prognóstico para essa primeira batalha não me parece muito brilhante, todavia. Mas seremos derrotados com a altivez de quem se perfilou ao lado de valores democráticos e humanistas. Não nos comove o espírito de linchamento que a mídia conseguiu, com sucesso, insuflar no espírito de milhões de brasileiros. A história se moverá e o bom senso, como sempre, irá prevalecer. Os mesmos milhões que aderiram às tramóias da Globo, voltar-se-ão contra quem os enganou. Os “fiéis” da Igreja Globo, no caso mensalão, vem declinando rapidamente. Muitos já se deram conta do engano. A truculência do presidente do STF, Joaquim Barbosa, nada mais é do que desespero de se ver desmascarado. Querem encerrar tudo rápido, com medo do debate. Mas se o tempo está contra eles, então eles estão lascados, porque o tempo não pára. Em algum momento, haverá uma virada na opinião pública, e aí quero ver.

Os Xerxes da mídia encontram-se hoje, talvez, levemente estupefatos, como ficou o original, mais de dois mil anos atrás, ao topar com nossa renhida e espartana resistência.

Ao fim, venceremos, não porque somos tão fortes assim, mas porque os princípios que defendemos são justos. Ninguém pode ser condenado por linchamento, sobretudo na mais alta corte do país. Os verdadeiros corruptos continuam posando de heróis para a mesma mídia que promove o linchamento de inocentes.

Os globais nos ameaçam com ataques diários, enquanto dão sequência a coberturas parcialíssimas sobre a fase final do julgamento da Ação Penal 470. Todos seus lacaios são mobilizados: chargistas, colunistas, humoristas, repórteres, âncoras.

Heródoto conta que o soberano persa, pouco antes de iniciar as hostilidades contra os espartanos, mandou um recado ameaçador: iria deflagrar um chuva de flechas tão grande, que cobriria a luz do sol. Um soldado grego sorri altivamente e rebate, aos brados:

“Muito bem, lutaremos à sombra!”

É o que estamos fazendo. Podemos não ter os grandes meios de comunicação a nosso favor. Podemos não contar sequer com o apoio do governo, a bem da verdade também cercado pelas mesmas tropas dos persas midiáticos. Mas seguiremos fazendo tantos estragos, fazendo a vitória da mídia custar tão caro, mas tão caro, que eles, um dia, serão obrigados a recuar.

Aí será tarde demais para eles, porque serão perseguidos até os confins do mundo. Então poderemos desfrutar, finalmente, da democracia moderna e autêntica que vimos tentando implantar no país desde a Constituição de 1988.

Sem democratizar a mídia, nossa democracia corre o risco de se tornar um triste e rico feudo da família Marinho, cuja fortuna de R$ 52 bilhões aliada a seu latifúndio comunicativo faz dela um agente político extremamente perigoso à estabilidade democrática. Não vai ser fácil, claro. Todas as coisas que brilham muito, como a liberdade, a democracia e a independência, são perigosas quando nos aproximamos. Mas quando essas luzes estiverem nas mãos do povo, o que nos ameaçava se tornará nossa principal arma contra o arbítrio dos herdeiros da ditadura.

Por: Miguel do Rosário

Dez anos sem o Doutor Roberto

 

Dez anos sem o Doutor Roberto

PAULO NOGUEIRA 11 DE AGOSTO DE 2013

 

O legado do nosso companheiro.

O companheiro  Roberto Marinho

O companheiro Roberto Marinho

Então são dez anos sem o Doutor Roberto Marinho, um homem nas próprias palavras “condenado ao êxito”, completados agora em agosto.

Lembremos sua jornada quase centenária sobre esta terra, contritos, e agradeçamos a ele por:

1) conspirar contra um governo democrático e abrir as portas para uma ditadura militar que matou, perseguiu e fez do Brasil um campeão mundial de desigualdade;

2) fazer um pacto com essa ditadura pelo qual em troca de receber uma rede de tevê a apoiaria incondicionalmente;

3) ocupar o Estado brasileiro, de tal forma que sucessivos governos o brindaram com empréstimos multimilionários a juros maternos ou pagáveis, eventualmente, até com anúncios;

4) ocupar também o legislativo nacional, de maneira que quando o Brasil se abriu à concorrência internacional a Globo permaneceu protegida por uma reserva de mercado que contraria o capitalismo de que nosso companheiro tanto falava;

5) criar, na captação de publicidade, uma propina chamada “BV”, pela qual a Globo mantém até hoje acorrentadas as agências de propaganda e com a qual mesmo com audiências cada vez menores a receita da empresa continua a aumentar;

6) levar ao estado da arte o merchandising, com o qual os brasileiros são estimulados subrepticiamente a tomar cerveja em todas as ocasiões em cenas de novela pelas quais os fabricantes de cervejas pagam um dinheiro muito além da propaganda normal;

7) montar uma programação à base de novelas que ao longo do tempo tanto ajudaram a entorpecer a alma e o espírito crítico de tantos brasileiros;

8) abduzir o judiciário nacional com relações promíscuas, com as quais a emissora pôde montar um esquema bilionário de sonegação sem risco de pagar por isso;

9) manter por tantos anos João Havelange e Ricardo Teixeira na CBF por causa das relações especiais, e com isso conseguir coisas como o pior horário de futebol do mundo, ainda hoje mantido por causa da novela;

10) criar uma cultura de jornalismo da qual derivariam, ao longo do tempo, figuras como Amaral Neto, Alberico Souza Cruz, Merval Pereira, Ali Kamel, William Wack e Arnaldo Jabor.

Por tudo isso, e muito mais, como Galvão e Faustão, Huck e Ana Maria Braga, Saia Justa e Manhattan Connection, Proconsult e Diretas Já,  BBB e Jô Soares, nós lembramos o legado do companheiro Roberto Marinho e lhe rendemos graças.

Rede Globo contra-ataca para salvar Aécio, Serra, Alkcmin e FHC.

 
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Rede Globo contra-ataca para salvar Aécio, Serra, Alkcmin e FHC.

 
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Época: o império contra-ataca. Mas faz gol contra  – Tijolaço.

10 de Aug de 2013 | 16:13
As denúncias da “Época” sobre suposto caso de corrupção eleitoral na área internacional da petrobras, se são uma reação ao escândalo tucano da Alston-Siemens, acabam virando uma oportunidade para a Presidenta Dilma Rousseff.
Porque, embora o estilo romanceado – veja aqui uma amostra do “jornalismo de ambiente”– já deixe a gente imaginando quanta criatividade pode haver na matéria – salvo uma menção sem qualquer prova, não há elementos senão quanto a negócios que beneficiassem o PMDB.
 

 

E o PMDB é hoje o principal foco de tensão interna da base aliada do Governo, pressionando sem cessar a Presidenta e ameaçando uma rebelião parlamentar.
Dilma não terá o menor problema em mandar apurar tudo, o que a presidente da Petrobras, Graça Foster fará sem nenhum constrangimento.
Agora, é pra lá de estranho que um Augusto Henriques, ex-funcionário da BR Distribuidora, aposentado há vários anos, que não trabalhava na área internacional na época das eleições – aliás, também o diretor internacional, Jorge Zelada foi afastado ano passado por Dilma Rousseff – tenha vindo fazer denúncias – contra si mesmo – a esta altura.
Ambos eram ligados à influência do PMDB.
Ou a denúncia é uma manobra de setores do partido para tentar abiscoitar cargos na estatal ou é assunto que a Época tinha guardado para usar em emergências, tanto que nem deu o destaque de capa, o que é inacreditável quando a matèria pode enfraquecer o governo Dilma, embora seja normal quando o caso é contra os tucanos.
E não há dúvidas que o caso Siemens-Alstom é uma baita emergência para o conservadorismo do qual a revista é porta-voz.
Seja como for, sangraram na veia da saúde. Dilma e Graça vão mandar brasa na apuração.
Vale a regra que Lula explicitou ontem: “quem fizer o erro vai ter de pagar”.
 
Por: Fernando Brito
 
 
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CADE VAI ATRÁS DA GLOBO NOS EUA ?

CADE VAI ATRÁS 
DA GLOBO NOS EUA ?

Tijolaço segue o Cafezinho e encontra a Globo do Ataulfo em Delaware.

 

 

Saiu no Tijolaço:

O PASSO A PASSO DA MARACUTAIA GLOBO-NET-SKY NOS EUA

O Miguel do Rosário, em seu blog O Cafezinho, topou com uma estranha empresa que pertenceria à Rede Globo, nos EUA, mencionada no processo de concordata que a empresa sofreu, no início da década passada, nos Estados Unidos.

Era a DTH Usa Inc, que é citada neste processo como “podendo valer milhões de dólares”.

Ninguém fora da Globo sabia, até agora, desta DTH Usa, Inc.

Bem, DTH quer dizer “Diretc to Home”, nome usado para as operadoras de televisão via satélite, as mini-parabólicas que todo mundo conhece hoje.

Falando com Miguel, fui avançando na história desta empresa.

E o que obtive é – ou deveria ser -de grande interesse para o Cade, que aprovou a fusão entre a Sky e a DiretcTV no Brasil.

A DTH Usa Inc foi criada em setembro de 1996, sob as leis do estado americano de Delaware e registrada na Flórida, tendo como diretores os senhores Roberto Pinheiro e Emilio Pascual. O primeiro dá como endereço o centro administrativo da Globo, no Leblon;  o segundo o da Net-Sat, em Cerqueira César, São Paulo.

Trata-se, portanto, de um negócio das Organizações Globo, não um arranjo de esperteza medíocre como a empresa “fundada” pelo Ministro Joaquim Barbosa, para comprar um apartamento de  novo rico na cidade das celebridades, Miami.

Em novembro do mesmo ano, surge a Sky, operadora de DTH no Brasil, numa sociedade entre as  Organizações Globo, a British Sky Broadcasting, a News Corporation e a Liberty Media International.

Claro, mera coincidência.

No ano seguinte, segundo os registros feitos na Flórida, aparece a figura do sr. Paulo Mendes, diretor da NET Serviços de Comunicação S/A, que dá também o endereço da sede global localizada no Leblon.

Ele é registrado como vice-presidente da empresa offshore e oferece o mesmo endereço da Globo no Leblon nos documentos.

Hoje, é um dos principais dirigentes da emissora e nas horas vagas exerce o cargo de vice-presidente do Botafogo de Futebol e Regatas.

E segue a saga da DTH Usa, Inc.

Em 1999, desaparece Emilio Pascual e ficam apenas Roberto e Paulo Mendes como presidente e vice-presidente da empresa.

Apenas dois dias depois do registro dessa nova composição diretiva, a secretária responsável pelos registros, a americana Cynthia Hicks, renuncia ao cargo na direção da empresa.

A empresa fica no “freezer” durante ao ano de 200o e ressurgiu em 2001, já agora “dirigida” pela advogada Valdenise Menezes, que trabalhou na Infoglobo e hoje é controller da Gol e por um até agora desconhecido Jorge Vieira de Souza.

O endereço de Valdenise é o da sede administrativa da Globopar e o de Jorge, o da Rua do Verbo Divino, 1356,  na Chácara Santo Antonio, São Paulo.

Jorge desaparece no ano seguinte, sendo substituído por Luiz Carlos de Souza Sá, que oferece como endereço a rua Professor Manoelito de Ornellas, 303, 8° andar, bem próximo à sede paulista da Net.

Em 2006, porém, tudo muda.

Saem os funcionários da Globo e entra Michael Hartman, vice presidente da Direct TV Latin America.

O documento é registrado em 3 de julho de 2006.

E ele fecha a DTH Usa, Inc.

Mera coincidência?

O Cade havia aprovado, em 25 de maio, a fusão entre a Sky e a Directv, que passou a ser a controladora da emissora.

Em agosto de 2006 a Sky adquire juridicamente o status de controlada da Directv, que tem ligações completas com o grupo de Rupert Murdoch, da News Corporation.

Está evidente que a DTH Usa, Inc. desempenhava papel importante nos negócios da Sky, tanto que foi transferida quando a Globo deixou de ter o controle acionário da empresa de TV brasileira.

Qual era esse papel?

Isso está nas informações dadas ao Cade?

Os negócios feitos por ela relativos a atividades desenvolvidas no Brasil estão registrados na Receita Federal e pagaram impostos?

A empresa é registrada em Delaware não por acaso. O estado é um “paraíso fiscal” dentro dos EUA, onde são feitos milhares de negócios, desde grandes corporações até traficantes de armas russos e ladrões de todo tipo, como destaca o The New York Times.

A CT Corporation System, que serve de endereço e plataforma legal para a DTH Usa, Inc. é um grande galpão, da foto, em Willmington, que abriga, segundo o Times, nada menos que 285 mil empresas!

O endereço não podia ser mais irônico: Orange Street, 1209. Rua Laranja, 1209.

Porque a Globo escondia essa  empresa “de fachada”, colocando e retirando homens e mulheres de confiança da empresa como diretores “fantasmas”, já que era nas subsidiárias da Globopar que trabalhavam?

A DTH Usa Inc. fazia negócios aqui, através de outras empresas sediadas em Delaware. Em breve, o Cafezinho de Miguel do Rosário trará novas informações sobre isso.

Será que fraude no Brasil, usando empresas offshore não é crime?

Ou crime é só o que cometem funcionários de oitavo escalão, quando surrupiam processos de sonegação fiscal da Globo?

José Eduardo Cardoso, o ministro da Justiça,  que peitou Serra para garantir as investigações do Cade sobre o caso Siemens-Alstom, vai ter coragem de mandar o Cade apurar o que é a DTH Usa, Inc. parte do negócio de fusão que o órgão aprovou?

Por: Fernando Brito

Clique aqui para ler “As maracutaias da Globo offshore”. 

Aqui para ler “Siemens denuncia Cerra. A casa caiu !”. 

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