Um mundo ferido, nascido do vento

carmattos

EAMI, vencedor do Festival de Roterdã, ainda sem previsão de lançamento no Brasil 

Tem um dedo brasileiro (ou melhor, dez dedos) no filme vencedor do Festival de Roterdã que terminou ontem (6/2). EAMI, da paraguaia Paz Encina, tem montagem assinada por Jordana Berg. Foi um trabalho de alta costura estruturar a mitopoética de uma tribo indígena invadida pelos brancos a partir do olhar ficcional de uma menina de cinco anos e das memórias documentais de pessoas mais velhas. Veja o depoimento de Jordana no final da matéria.

A pequena Eami (Anel Picanerai) carrega um nome que também significa “monte” (onde habita seu povo) e “mundo”. Ela sobrevive à invasão dos coñones (“insensíveis”) e sai pela floresta à procura de dois amiguinhos – sem os quais, afirma, não saberia viver. Eami tem também uma dimensão mitológica. Encarna o pássaro-mulher Asojá, uma divindade criadora do mundo para os Ayoreo Totobiegosode, uma…

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