Carta de Heloísa a Abailard segundo Pope

vicio da poesia

danae-museu-capodimonte-de-napoles-detalhe-550pxO amor enquanto paixão avassaladora, sobrepondo-se a quaisquer considerações sociais, religiosas, ou outras, encontra na recriação da paixão de Heloísa por Abailard imaginada por Alexander Pope (1688-1744) no século XVIII, a desmesura adequada, e é ainda hoje de empolgante leitura:

 


Eu te amei, e o prazer fiel seguindo
Fracas lembranças do meu Deus só tive.
Estimação, dever, honra, e prudência
Hei tudo por te amar sacrificado!
Eu te adorava, e em tão suave engano
Da terra o resto para mim perdido,
Meu Deus, meu universo em ti só via.

 

 

A extensão do poema inviabiliza a sua transcrição na totalidade, pelo que escolho alguns fragmentos onde Heloísa dá conta da natureza e dimensão do seu amor por Abailard.

 

O poema, assumindo-se como carta, é escrito a partir do convento onde Heloísa foi obrigada a recolher depois da descoberta pelos seus familiares, dos amores clandestinos que…

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